Qual é a nossa idéia...

Este blog é um espaço de cooperação e construção coletiva de um novo saber.
Os envolvidos são destacados educadores do município de Maricá.
Nossa proposta vem da oportunidade de realizar novas discussões sobre o nosso papel na sociedade educacional.

“Não são as técnicas, mas sim a conjugação de homens e instrumentos o que transforma uma sociedade.”

Paulo Freire

terça-feira, 23 de março de 2010

Ensinando com novas tecnologias

Análise do texto “As sereias do ensino eletrônico”


Uma frase que comumente escutamos é ou aprendemos a conviver com esta nova tecnologia ou o mundo vai nos engolir. Mas será que fomos e estamos preparados para toda esta inovação?


Como ressaltado no texto imaginem como seria um grande carregamento de computadores portáteis com uma rede sem fio semelhante à Internet caindo na Idade Média???? O que essas pessoas conseguiriam desenvolver com estas máquinas ???


Hoje em dia as escolas tentam adaptar-se ao mundo atual mas esbarram nas dificuldades que encontramos, nas regras do que pode e do que não pode de antigamente. Desta forma apesar de um inúmero maquinário novo batemos de volta naquele ensino tradicional, onde o aluno não consegue criar, expandir seus conhecimentos, avançar de seus limites, pois em tudo ele esbarra em regras, não podendo viajar no novo mundo sedutor das novas tecnologias.


Cabe ao educador dar direção e organização ao seu propósito mas tentando deixar que o aluno crie suas pseudo culturas através de um trabalho polivalente, multifuncional e qualificado.


Que um dia consigamos avançar não somente na educação, mas de uma forma geral que possamos criar um mundo novo.

2 comentários:

  1. AS SEREIAS DO ENSINO ELETRÔNICO


    Utilizando algumas colocações mitológicas para retratar a educação tradicional como o paradigma preponderante na atualidade, os autores afirmam que contrariamente ao que deveria se dar, a escola tradicional continua existindo, apesar dos discursos progressistas de uma educação mais ativa , onde o aluno participe menos como ser passivo e receptor de conhecimento. O espaço escolar, e ainda, o espaço conquistado pelas novas tecnologias, a informática e a internet, ainda se apresentam como espaços nos quais a educação também se dá de forma passiva.
    Segundo os autores, a experiência tem demonstrado que as novas tecnologias digitais, o computador e a internet estão sendo utilizadas meramente como instrumento de transmissão de informações. Não basta introduzir novas tecnologias; é fundamental pensar em como elas são disponibilizadas, em como seu uso desafia ou não as estruturas tradicionais existentes. Pelo exposto no texto, fica claro que essas tecnologias mantém as estruturas estabelecidas tradicionalmente, tanto em cursos presenciais quanto à distância.
    Desmistificar promessas relacionadas às novas tecnologias é preciso, e isso não significa desvalorizá-las. Significa usar essas tecnologias como produção de conhecimento, forma de expressão cultural e comunicação, e menos como uma nova forma de transmissão de informações.
    Essas tecnologias inovadoras tem grande potencial para trazer mudanças à educação, no entanto, como estão inseridas num contexto capitalista de produção, que busca sempre maximizar seus interesses, a educação também passa a ser vista como um produto a ser consumido, tal como as ferramentas através das quais elas podem também ser transmitidas, via professor ou via computador. Como numa visão tradicional de escola, o formato da aprendizagem não muda, o que muda na realidade é a roupagem, é como essa aprendizagem se dá. Substitui-se a figura do professor pela figura da máquina, impessoal e fria, como um novo objeto de transmissão de informações.
    A meu ver, a educação atual “patina” em experiências, vai à educação tradicional, por vezes traz reivindicações mais modernas e o uso de tecnologias mais atuais. No entanto, essa forma sistemática de educar, inserida nesse contexto capitalista, que muda na aparência, conforme às exigências do mercado, é meramente conseqüência da sociedade onde estamos inseridos, sociedade moderna na aparência, mas que privilegia formas retrógradas e tradicionais de ser. Pelo jeito continuaremos convivendo com os mitos.

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  2. Realmente a sociedade não está preparada para essa inovação tecnológica.Estamos acostumados com regras, o que pode e o que não pode.Que tem que ser assim ou assado.Isso tudo está ultrapassado.O negócio agora é inovar, criar, aprender, pesquisar.Estar primeiramente com a mente aberta e preparada para receber um turbilhão de novas informações.
    Eu já estou preparada, mas a educação e a sociedade, infelizmente ainda não.Tenho como responsabilidade, preparar os meus alunos para esse grande desafio, que é de descobrir o mundo através do avanço tecnológico.

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